sábado, 1 de dezembro de 2012

CALA A BOCA MULHERRRRRR

Cala a boca Mulher!
Ahhhh se fosse possivel...
Eu sentiria um alívio enorme se as palavras conseguissem parar de sair da minha boca. Mas elas fluem e eu fico, como quem observa uma cachoeira arremessando águas torrenciais sobre tudo o que está por perto. Sério, as palavras saem tão rápido da minha boca que não preciso pensar para que elas saiam, eu posso me dar ao luxo de ficar parada, observando, enquanto minha boca se mexe e as palavras saem.
Na maioria das vezes, antes de tocar num assunto, tenho uma breve noção das suas consequencias (normalmente não são boas, são como teias de aranha sobre mim: só vão me enrolar, grudar em mim e me amarrar... enfim... furada!) mas mesmo com essa breve avaliação a minha boca se abre e eu começo meu discurso, ele transcorre inseguro, enrolado, confuso, me complico toda, falo o que não deveria e deixo de falar o que deveria, me perco total. É um verdadeiro tiro no pé... melhor ainda: é um verdadeiro tiroteio no próprio pé.
A pessoa começa a ficar irritada com o que está ouvindo, começa a me interromper, eu me envolvo com seus argumentos, perco o foco que já estava desaparecido faz tempo, dou voltas e voltas e enfim, quando finalizo a "explicação", eu incrivelmente, por motivos desconhecidos (talvez até pela ciencia), eu começo do zero, volto pro primeiro ponto e começo tudo de novo, com palavras diferentes, quando repito tudo e termino (denovo)... eu (espantosamente) começo do começo (denovo), repito tudo, com outras palavras ainda mais diferentes da primeira e da segunda vez. Nessa altura começo a ouvir suspiros pesados e tensos dos meus pobres "ouvintes" (quando são educados), pois os mais intimos me freiam na "segunda rodada": chegaaaaa, já entendiiii, nãoooo precisa falar tudoooo denovooooo. E eu desejo parar, mas tenho a certeza de que a pessoa ainda não entendeu completamente o que eu queria dizer e daí, eu dou um jeito de falar mais uma vez ou outras... é nessa parte que a pessoa costuma sair de perto, esbravejando e me xingando... Imagina uma D.R?! Puts nem eu me aguento!
Algumas vezes, me recolhi depois destes fatos e fui para o meu quarto terminar a enxurrada de palavras... mas... não tinha mais ninguem no quarto, eu falava para as paredes mesmo... eu precisava falar. Mesmo se ninguem pudesse me escutar... Não tinha sentimento mais solitário do que este...
Será que mais algum TDAH é assim? Já li sobre a tagarelice dos TDAHs, mas nunca ouvi falar de tamanho descontrole verbal!!!
Escrevendo aqui no blog, tenho percebido porque nunca fui popular na escola, ou querida pela maioria. Eu sou estranha mesmo, nossa! Eu nunca tinha me dado conta de que o "problema"era comigo...
Eu sou TDAH do tipo COMBINADO (metade desatenta, metade hiperativa)... dava pra ser pior?! kkkkkkk Sonhadora e inquieta.

             Pareço ter usado drogas quase o tempo todo:
                                             (mas não uso)
1- Qualquer coisinha diferente na rua me chama a atenção, no céu, nas calçadas, nos carros, nas paredes, nas matas, nas pessoas, tudo que é detalhe me salta aos olhos e me hipnotiza... eu fico absorta, comtemplativa, uma onda de sentimentos doces me invade e eu fico com cara de boba olhando... constrangedor. Mas uma delicia também.
2- Sinto dores no corpo se eu precisar ficar parada esperando (numa fila, num consultório ou qualquer outro lugar), em poucos segundos eu começo a marcar o tempo que fica na minha cabeça, como o som de um relógio, ou bateria, um tempo ritmado, nada constante, sempre muda de ritmo, mas o "barulho" está sempre lá na minha cabeça (tu- tu- pá, tu- tu- pá, ou, tic tac bum, prrrr, tic tac bum)  kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk reeedículo, eu seiiiiii... mas é tão constante que faz parte de mim faz muito tempo. Então basta um momento sentada, ou deitada que esse ritmo (cada dia é um, ou varios) aparece e meu corpo precisa se mexer nesse ritmo, minhas pernas marcam esse tempo, cada perna faz um "som"da minha cabeça (acho que os bateristas vão me entender melhor!), ou então minhas mãos e dedos fazem essa representação enquanto minhas pernas caminham. Pois eu dou um jeito de sair andando em circulos, ou sem rumo, vou e volto dentro das salas de espera, enlouquecendo todo mundo que espera lá também. Fico constrangida e tento conversar com alguém, pois isso me acalma.
Minhas pernas sacodem num movimento ritmado enquanto minha cabeça adiciona som para cada movimento! kkkkkkkkkkk

Parece ridiculo quando colocado dessa maneira. Duro assumir isso, viu! Mas sou eu. E entendo que faz parte do meu crescimento, me assumir como sou e tentar expor aqui, afinal, vai que alguém se identifica e me ajuda a não me sentir tão sozinha nesse mundo estranho, acelerado e ritmado que existe dentro de mim.

Não faço a menor ideia de como abrir o blog para os comentários, pois segundo a configuração, o blog já está aberto para todos os leitores. (Foi o máximo que consegui descobrir... se alguém souber como me orientar... agradeço!) 

2 comentários:

  1. Amiga Mari, ja esta aberto sua janela p comentarios... rs
    confessoq depois q mudou td isso daqui ja nao sei mais como faz as coisas! to tentando ate agora vver como add seu novo blog na minha lista de blogs, sera q n existe mais isso? pq eu n consigo!! rs mudou muita coisa!
    Menina de muitas palavras, muita imaginaçao e grandes sonhos! continua escrevendo q eu continuo lindo! rs =*

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  2. Pac, vc deve ser a minha leitora mais antiga, certamente... kkkk sempre comigo em todas as fases que inventei viver, Obrigada, sua companhia nao tem preço! bjao
    volta sempre ta?!

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